Seleta - Por pior que pareça traz os melhores contos de Marcelino Freire - um dos escritores brasileiros mais celebrados da atualidade - selecionados especialmente pelo autor.
Marcelino Freire é sujeito agreste, escritor de letras quentes. Tornou-se um dos nomes mais importantes da literatura brasileira contemporânea ao fazer sua voz carregada de sotaque soar universal. A oralidade de sua obra é marcante, ecoante; mais do que ouvir as palavras escritas, o leitor é guiado por uma cadência de fala. Há ritmo em cada frase. A polifonia é tamanha e tão bem conduzida, que é como se Marcelino fosse um escritor-maestro.
É maestria mesmo o que temos aqui. Marcelino é mestre. Escreve magistralmente. Chega a ser emocionante lê-lo. Cada livro seu. Ter os contos de Marcelino reunidos em uma Seleta nos faz enxergar, e até ouvir, a solidez de sua trajetória grandiosa. É como se o menino nordestino - que, quando era flagrado escrevendo, ouvia coisas como “De onde tu tira isso? Do teu juízo? Onde já se viu?!” - tivesse construído seu próprio chão de palavras.
Esta Seleta - Por pior que pareça reúne contos de seus livros Angu de sangue, BaléRalé, Contos negreiros, Rasif, Amar é crime e Bagageiro. A seleção foi feita pelo próprio autor, a pedido da editora. O que, para Marcelino Freire, foi um minucioso exercício de revisitação, para o leitor e a leitora é uma forma resumida de acesso a grandes contos de um dos nossos maiores prosadores.
" SOBRE O AUTOR:Marcelino Freire nasceu em 1967, em Sertânia, Pernambuco. Vive em São Paulo, vindo do Recife, desde 1991. Além de ter escrito os livros citados nesta Seleta, também idealizou e organizou a antologia Os cem menores contos brasileiros do século. Muitos de seus contos foram adaptados para teatro. Participou de várias antologias no Brasil e no exterior. Contos negreiros foi publicado na Argentina e no México. Criou a Balada Literária, que acontece em São Paulo desde 2006, com edições em Teresina (desde 2017) e Salvador (desde 2015). Em 2013 publicou seu primeiro romance, Nossos ossos (Record - vencedor do Prêmio Machado de Assis), publicado também na Argentina, na França e em Portugal. Seu livro mais recente é Ossos do ofídio, com o qual inaugurou a Baladeyra, 2021. Coordena oficinas de criação literária desde o ano de 2003. Nas redes: @marcelino_freire_escritor